quinta-feira, abril 23, 2026

Unidades de produção de banana devem ser cadastradas em SP

Além do cadastro, a resolução estabelece que os produtores passem a adotar uma serie de medidas fitossanitárias

Desde o dia 5 de maio, ficou estabelecida no estado de São Paulo a obrigatoriedade de cadastro de todas as unidades de produção de banana dentro do sistema informatizado de gestão animal e vegetal, o Gedave. De acordo com a Resolução SAA nº 24 de 2023, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) é a responsável pelo planejamento e coordenação das ações fiscalizatórias da medida.

“Com essa norma, defendemos a sustentabilidade fitossanitária da cultura da banana no Estado de São Paulo, maior produtor e consumidor brasileiro da fruta, além de definirmos com mais clareza as ações de defesa sanitária voltadas para a cultura”, explica Alexandre Paloschi, engenheiro agrônomo e diretor do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal (DDSIV).

“A criação de um programa específico para a cultura da banana é um pedido antigo do setor, representado pela Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar) e que a partir de agora iniciará os trabalhos amparados pela legislação”, diz.

Além do cadastro, a resolução estabelece que os produtores passem a adotar as seguintes medidas fitossanitárias:

  • eliminar a folha ou parte da folha com sintomas de Sigatoka Negra, através de poda ou cirurgia, com o objetivo de diminuir a propagação de inóculos;
  • desinfetar ferramentas, caixas plásticas e maquinários com produtos destinados a este fim;
  • adotar sistema de previsão e monitoramento de pragas para orientação do tratamento fitossanitário adequado;
  • adquirir as mudas para o plantio e o replantio com origem comprovada, preferencialmente produzidas in vitro.

De acordo com a resolução, o produtor deve também manter registros mensais sobre as medidas fitossanitárias adotadas na propriedade, incluindo informações sobre a técnica de monitoramento utilizada para cada praga, bem como os resultados obtidos nos monitoramentos e os tratos culturais adotados; o controle químico realizado, anotando os agrotóxicos utilizados, doses, datas da aplicação e períodos de carência; as ocorrências atípicas fitossanitárias e/ou climáticas relevantes; e as informações sobre a origem dos rizomas ou mudas, conforme o caso, utilizadas em replantio e/ou renovação do pomar.

“Em caso de suspeita de plantas sintomáticas com pragas quarentenárias ainda ausentes no estado de São Paulo, como o Fusarium oxysporum f. sp. cubense Raça 4 Tropical (FocR4T) e a Ralstonia solanacearum raça 2 (Moko da Bananeira), a área/talhão deverá ser isolada e a CDA comunicada imediatamente”, orienta Mariléia Regina Ferreira engenheira agrônoma e gerente do Programa Estadual de Contingencia Fitossanitária. (Secom SP)

Foto: Secom SP

Receba as informações do site diáriamente.

Mais do Canal do Agro

Suínos: preços caem pela 3ª semana seguida

O mercado suinícola nacional registrou a terceira semana seguida...

Milho opera em alta na bolsa de Chicago nesta quinta-feira (23)

Os contratos futuros de milho iniciaram a sessão desta...

Mapa está credenciando instituições que prestam serviços de monitoramento e conformidade de grãos

As instituições que prestam serviços em sistemas de verificação...

Soja mantém viés positivo em Chicago

Na manhã desta quinta-feira (23), os contratos futuros de...

Café recua em abril com pressão da colheita e volatilidade externa

Os preços do café seguem em queda ao longo...

Próxima safra de arroz enfrenta incertezas e pressão financeira

Federarroz avalia que produtores lidam com crédito restrito, custos...

Boi gordo: início da semana foi marcado por pressão baixista e menor liquidez – ouça

O mercado esteve em ritmo lento, aguardando definições no...

Conheça o porto responsável por 70% das exportações de óleo de soja do Brasil

O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras...