quarta-feira, agosto 26, 2026

Soja: por que o manejo de nematoides está ampliando seu foco no Brasil

Nova geração de tecnologias amplia o conceito de manejo ao colocar a resposta fisiológica da planta no centro da estratégia para preservar a produtividade

O Brasil cultiva mais de 49 milhões de hectares de soja e lidera a produção mundial da oleaginosa. Ao mesmo tempo, os nematoides seguem entre os principais desafios fitossanitários da cultura, causando prejuízos bilionários à produção todos os anos. Nesse cenário, cresce o interesse por soluções capazes de fortalecer a planta desde o início do ciclo, aumentando sua capacidade de responder aos estresses e preservar o potencial produtivo da lavoura.
Se, por décadas, boa parte das estratégias esteve concentrada no controle do patógeno, uma nova geração de tecnologias amplia esse conceito ao direcionar o olhar para outro protagonista da lavoura: a própria planta e sua capacidade de manter a performance diante dos desafios da safra.

Esse movimento ganha espaço no mercado com tecnologias como o Teikko™, primeiro nematicida bioquímico para tratamento de sementes de soja introduzido no Brasil pela PI AgSciences. Mais do que incorporar uma nova ferramenta ao manejo, a tecnologia reforça uma abordagem que complementa as estratégias tradicionais de controle dos nematoides ao priorizar o fortalecimento fisiológico da cultura. Ele atua de dentro para fora e ativa as defesas naturais da planta, promovendo melhor arranque e desenvolvimento em condições de pressão de nematoides.

No campo, essa estratégia é percebida por características valorizadas pelo produtor, como maior vigor, raízes mais saudáveis, melhor uniformidade da lavoura, redução do amarelecimento e maior estabilidade produtiva ao longo do ciclo. Esses benefícios também são percebidos pelos pesquisadores.

“A Fundação MS trabalha com o Teikko™, bioquímico que atua contra vários nematoides. Foram realizados trabalhos em São Gabriel do Oeste, em Ponta Porã e Maracaju e houve uma grande redução de 80 a 90 por cento em nematoides que afetam a cultura agrícola, dependendo da situação e área de produção. Com isso é possível concluir que esse bioquímico tem respondido muito bem na redução populacional, devido a ter um ativador de resistência”, explica Andressa Brida, pesquisadora da Fundação MS.

Além dos benefícios agronômicos, a tecnologia também oferece praticidade operacional. Por não utilizar organismos vivos em sua formulação, proporciona maior flexibilidade de armazenamento e manejo, facilitando sua adoção em diferentes sistemas de produção.

“Os nematoides podem causar perdas superiores a 10% na produtividade anualmente. É uma dor muito latente para o produtor, que sente esse impacto diretamente no bolso todos os anos. Na prática, isso significa que, a cada dez anos, o produtor pode perder o equivalente a uma safra inteira por conta desse problema”, conta Gabriel Dutra, especialista em desenvolvimento de mercado.

Para a PI AgSciences, essa evolução só acontece de forma consistente quando ciência, inovação e campo caminham juntos. Por isso, a empresa atua em parceria com pesquisadores, consultores, distribuidores, cooperativas, revendas e produtores rurais para acelerar a adoção de tecnologias que contribuam para uma agricultura mais eficiente, resiliente e sustentável. Recentemente, vários encontros foram realizados em diversas regiões do país com consultores de elite, exatamente para ampliar o debate sobre a evolução do manejo de nematoides. 


“O produtor brasileiro convive com desafios cada vez mais complexos e precisa de tecnologias que entreguem valor de forma consistente no sistema produtivo. A PI AgScienceslidera a ciência de uma linha de produtos que é a mais nova fronteira tecnológica na proteção de cultivos. Teikko™ nasce justamente dessa busca por novas respostas a um problema relevante para a soja brasileira. Mais do que disponibilizar uma nova solução, ele é a escolha inteligente para o manejo de nematoides no país, combinando inovação, conhecimento científico e resultados no campo”, destaca Jonas Cuzzi, Head Brasil da PI AgSciences.

Foto: divulgação

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