Os preços internacionais da soja avançaram na última semana, impulsionados pelo aumento das tensões no Oriente Médio. O cenário elevou as preocupações sobre possíveis impactos no fluxo de petróleo na região, sustentando as cotações das commodities energéticas e influenciando também o mercado da oleaginosa. Já na manhã desta segunda-feira (16) os preços recuam. (veja dados logo abaixo)
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização no mercado externo elevou a paridade de exportação da soja brasileira, contribuindo para manter firmes os preços no mercado doméstico.
Mesmo com esse suporte, o ritmo de negociações nos portos brasileiros foi mais limitado. Segundo o Cepea, a adoção de novos protocolos de exigências fitossanitárias acabou dificultando embarques e, nos últimos dias, algumas cargas destinadas à exportação chegaram a ser devolvidas.
Diante das incertezas em relação às novas regras, parte dos agentes passou a priorizar negociações entre regiões do mercado interno, reduzindo temporariamente o foco nas vendas externas até que haja maior clareza sobre as exigências sanitárias.
Já por volta das 6 horas da manhã de hoe, os contratos futuros da soja operavam em forte queda na Bolsa de Chicago:
- Maio/2026: US$ 11,99 por bushel (−25,75 pontos)
- Julho/2026: US$ 12,13 por bushel (−24,25 pontos)
- Agosto/2026: US$ 11,98 por bushel (−19,75 pontos)
- Setembro/2026: US$ 11,59 por bushel (−10,25 pontos)
(Texto: com Cepea)
Foto: Envato




