Os preços do milho seguem firmes no mercado brasileiro, mesmo diante de novas estimativas que apontam para uma possível safra recorde em 2025/26. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a valorização é sustentada principalmente pela postura mais retraída dos produtores, que limita a oferta de lotes e reduz o volume de negócios no mercado spot.
No Paraná, as cotações estão na casa dos R$ 58 por saca de 60 quilos, enquanto cooperativas já realizam contratos com produtores para pagamento em 30 de setembro, a R$ 60 por saca. O movimento indica maior disposição de compra para formação de estoques e atendimento da demanda nos próximos meses.
Além dos fatores domésticos, os preços internacionais do cereal também contribuem para sustentar as cotações. Conforme o Cepea, a valorização no mercado externo eleva a paridade de exportação do milho brasileiro. O atraso na colheita também limita a entrada de novos volumes no mercado, enquanto as preocupações com as condições climáticas no fim do ano aumentam a cautela dos agentes.
Compradores ativos, mas ofertas ainda abaixo das pedidas
Segundo pesquisadores do Cepea, compradores permanecem ativos na busca por milho para recomposição de estoques. No entanto, as ofertas continuam, em muitos casos, abaixo dos valores solicitados pelos vendedores, o que limita a liquidez.
A expectativa entre os compradores é de que o avanço da colheita aumente a disponibilidade do cereal e estimule os produtores a elevar o volume comercializado. Por enquanto, porém, a postura mais cautelosa dos vendedores mantém o mercado paranaense firme.
O cenário combina perspectiva de oferta elevada para a safra 2025/26 com uma disponibilidade mais restrita no curto prazo, sustentando os preços e mantendo o mercado atento ao ritmo da colheita e às condições climáticas.
Foto: Cleber França




