O mercado de soja opera em alta nesta segunda-feira (17) na Bolsa de Chicago (CBOT), em um movimento de valorização moderada nas primeiras horas da sessão. Os contratos futuros registram ganhos de 6,50 pontos nos vencimentos de setembro e novembro de 2026, enquanto as posições de janeiro e março de 2027 avançam 6,25 pontos.
Às 6h56 (horário de Brasília), o contrato para setembro de 2026 era negociado a US$ 11,8425 por bushel, com alta de 6,50 pontos. Para novembro, referência para a nova safra dos Estados Unidos, a cotação estava em US$ 11,9900 por bushel, também com valorização de 6,50 pontos.
Nos vencimentos mais distantes, janeiro de 2027 subia 6,25 pontos, a US$ 12,1400 por bushel, enquanto março de 2027 avançava 6,25 pontos, cotado a US$ 12,2100 por bushel.
O desempenho positivo ocorre em meio ao acompanhamento dos fundamentos da oferta e demanda global, além das condições das lavouras norte-americanas e do comportamento dos demais mercados agrícolas e financeiros.
Cotações da soja em Chicago
- Setembro/2026: US$ 11,8425/bushel — alta de 6,50 pontos
- Novembro/2026: US$ 11,9900/bushel — alta de 6,50 pontos
- Janeiro/2027: US$ 12,1400/bushel — alta de 6,25 pontos
- Março/2027: US$ 12,2100/bushel — alta de 6,25 pontos
Os preços podem apresentar alterações ao longo da manhã, conforme a entrada de novos negócios e informações sobre o cenário internacional. Última atualização: 6h56 de 17 de agosto de 2026.
Cepea: disputa entre mercados interno e externo sustenta preços da soja
As cotações do complexo soja avançaram no mercado brasileiro, impulsionadas pela maior disputa entre consumidores domésticos e compradores internacionais. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a valorização do dólar frente ao real contribuiu para aumentar a competitividade da soja brasileira no mercado externo e dar suporte aos preços.
De acordo com dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a relação entre os estoques finais e o consumo da soja na safra 2025/26 deve ficar em 33,5%, o menor nível desde a temporada 2022/23. Para o Cepea, o cenário está relacionado ao crescimento da demanda mundial, tanto pelo aumento do consumo quanto pelo avanço das transações internacionais.
Para a safra 2026/27, as primeiras estimativas apontam para uma oferta global maior. Ainda assim, a demanda deve crescer em ritmo acelerado, reduzindo novamente a relação entre estoques e consumo, projetada em 32,3%.
Na avaliação do Cepea, a combinação entre demanda firme, menor relação estoque/consumo e maior concorrência entre compradores domésticos e externos tende a continuar oferecendo sustentação aos preços do complexo soja no mercado brasileiro. No Paraná a saca do grão está sendo negociada ao preço médio de R$ 125,00.
Foto: Envato




