Os preços da soja operam em alta na manhã desta terça-feira (17) na Bolsa de Chicago (CBOT), com valorização nos principais contratos futuros e maior intensidade nos vencimentos mais longos.
O contrato maio/2026 é negociado a US$ 11,56 por bushel, com ganho de 0,75 ponto. Já o julho/2026 avança 2,75 pontos, cotado a US$ 11,70/bu.
Entre os vencimentos mais distantes, o movimento positivo é mais expressivo. O agosto/2026 sobe 8,00 pontos, para US$ 11,60/bu, enquanto o setembro/2026 registra alta de 10,75 pontos, sendo cotado a US$ 11,32/bu.
Prêmios da soja mostram pressão no curto prazo
No mercado físico, os prêmios de exportação da soja seguem negativos nos primeiros meses, refletindo a pressão sazonal da oferta.
Para março de 2026, o prêmio está em -25 pontos. Em abril, melhora para -15 pontos, e em maio reduz a pressão para -10 pontos.
A partir de junho de 2026, o cenário muda, com o prêmio passando para +5 pontos, indicando possível recuperação na demanda ou ajuste na disponibilidade de produto.
O que move o mercado da soja hoje
A alta em Chicago nesta terça-feira ocorre em meio a ajustes técnicos e expectativas em torno da demanda global. Ao mesmo tempo, os prêmios negativos no curto prazo refletem a entrada da safra da América do Sul no mercado internacional.
Por outro lado, a melhora gradual dos prêmios ao longo dos meses sugere uma possível recomposição dos preços, com o mercado projetando maior equilíbrio entre oferta e demanda no segundo semestre.
O comportamento dos contratos mais longos reforça essa percepção, indicando que os agentes seguem atentos às condições climáticas, ao ritmo das exportações e à competitividade entre os principais países produtores.
Foto: Aprosoja




